A Rio Alto Energia Renováveis, empresa que opera o imponente Complexo Solar Santa Luzia, na Paraíba — o quinto maior parque solar do Brasil, com 2,4 GW de potência instalada — entrou com pedido de recuperação extrajudicial nesta segunda-feira (15), na 2ª Vara de Falências de São Paulo. A medida tem como objetivo renegociar dívidas quirografárias e evitar colapso financeiro total.
O empreendimento, inaugurado em 2024 com a promessa de impulsionar a transição energética no Brasil, abastece cerca de 95% da demanda energética da Paraíba. Mas a instabilidade financeira da companhia levanta dúvidas sobre o modelo atual de negócios e a sustentabilidade de projetos de grande porte no setor de energia limpa, especialmente no Nordeste.
Instabilidade que preocupa o mercado
O caso da Rio Alto coloca em evidência os desafios enfrentados por empresas do setor solar: alto custo operacional, entraves burocráticos, instabilidade regulatória e baixa segurança jurídica. Tudo isso afasta investidores e pode desacelerar o avanço das energias renováveis no Brasil.
George Araújo: “Alerta vermelho para o setor”
A situação foi destacada em publicação feita por George Araújo, gestor de negócios da VOX Group e embaixador ESG Pro Brasil. Com mais de 30 anos de experiência em gestão estratégica, George classifica o momento como “alerta vermelho” para a energia renovável brasileira.
“Será a burocracia, os custos ou a falta de apoio estatal que estão matando o potencial renovável?”, questiona.
Segundo George, o risco é real e pode afetar todo o ecossistema de inovação e sustentabilidade que vem sendo construído nos últimos anos, especialmente no Nordeste.
Energia limpa em risco?
O caso Rio Alto acende um sinal importante para o governo e para o setor privado: a transição energética exige mais que incentivos pontuais. São necessárias políticas públicas consistentes, apoio financeiro estratégico e desburocratização real.
FONTE: SERTÃO EM DESTAQUE



