O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17) o reajuste dos benefícios do Bolsa Família em cerca de 15%. Com a mudança, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691 — o primeiro reajuste desde o relançamento do programa, em março de 2023, pelo governo do presidente Lula.
Já o benefício médio sobe dos atuais R$ 675 para R$ 777, informou o Ministério do Planejamento.
Segundo a equipe econômica, a decisão — anunciada em meio à corrida eleitoral — representa a reposição da inflação acumulada desde o início do governo Lula, em 2023, até agosto deste ano.
Em agosto, o governo havia enviado ao Congresso a proposta de orçamento para 2027 sem prever aumento nos valores do Bolsa Família, uma das principais marcas da área social do governo Lula.
Quem tem direito ao benefício
Para ter direito ao Bolsa Família, a renda mensal por pessoa da família deve ser de até R$ 218, com o Cadastro Único atualizado para todos os membros. Também é exigido o cumprimento de compromissos nas áreas de saúde e educação.
- Em agosto, o governo pagou o benefício a cerca de 19,3 milhões de famílias em todo o país;
- No ano passado, quando foi divulgada a proposta de orçamento deste ano, o programa alcançava 19,2 milhões de famílias em situação de pobreza.
Quanto vai custar o reajuste
De acordo com o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o reajuste do Bolsa Família custará R$ 5,8 bilhões neste ano. Para 2027, o impacto do aumento nos gastos será de R$ 22 bilhões, acrescentou o ministro.
Com isso, o valor previsto para o Bolsa Família em 2027 passa de R$ 157,1 bilhões para cerca de R$ 179 bilhões.
Com informações do G1.


