O vereador Júnior de Mazé, do município de Várzea, fez um grave alerta em suas redes sociais sobre um caso que pode configurar assédio moral no serviço público. Segundo ele, um servidor o procurou para relatar que foi informado por um superior que seu atestado médico não seria aceito para justificar faltas ao trabalho, e que o salário poderia ser cortado, mesmo com a apresentação do documento.
O parlamentar, que também é advogado, classificou a situação como inaceitável e afirmou que a lei garante ao servidor o direito de apresentar atestado médico como justificativa válida para ausência ao trabalho.
“Já adianto que, para a Justiça, atestado justifica sim a falta ao trabalho. Se você, servidor, se sentiu intimidado com essa fala, não aceite, tome as providências cabíveis”, alertou o vereador em vídeo publicado.
“Isso é assédio moral”, afirma o parlamentar
Júnior de Mazé destacou que atitudes como essa, vindas de superiores hierárquicos, representam uma forma clara de assédio moral na esfera administrativa. Ele lembrou que esse tipo de prática — que inclui intimidações, ameaças e tentativas de desmoralização — fere a dignidade do trabalhador e pode trazer consequências graves à saúde mental, como ansiedade, estresse e depressão.
“Essas situações, muitas vezes, são travestidas de ‘pressão’ ou ‘cobrança por produtividade’, mas não passam de abuso de autoridade”, disse.
Vereador se coloca à disposição dos servidores
Ainda durante a fala, o vereador reforçou que ninguém deve se calar por medo de perder o emprego ou sofrer represálias. Ele lembrou que é possível recorrer à Justiça, entrar com ação por danos morais e responsabilizar o agressor civil, administrativa e judicialmente.
Júnior de Mazé finalizou colocando-se à disposição para auxiliar qualquer servidor que esteja enfrentando situações semelhantes, reforçando seu compromisso com a defesa dos direitos dos trabalhadores públicos.


