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Alunos da ECIT Olavo Bilac denunciam condições precárias durante reforma da escola em São José do Sabugi

Alunos da ECIT Olavo Bilac denunciam atraso em obra milionária e condições precárias de estudo em São José do Sabugi.

São José do Sabugi (PB) – Alunos da Escola Cidadã Integral Técnica (ECIT) Olavo Bilac procuraram a reportagem para denunciar as condições precárias em que vêm assistindo aulas desde o início da reforma do prédio escolar. O problema, segundo eles, se arrasta desde o ano passado sem qualquer solução definitiva.

De acordo com os estudantes, a situação é “deprimente”. Um dos principais problemas relatados está no banheiro improvisado que atende cerca de 40 alunos em tempo integral, das 7h às 17h. A descarga não funciona e, sempre que alguém precisa utilizar o espaço, um funcionário é obrigado a buscar água em um balde numa caixa localizada na rua. Além do constrangimento, o mau cheiro do banheiro se espalha pela sala de aula, já que está instalado dentro dela.

No ano passado, uma das salas emprestadas chegou a desabar, em um episódio que quase terminou em tragédia. Felizmente, os alunos estavam fora do prédio, participando dos Jogos Escolares, no momento do acidente. O fato reforçou o temor da comunidade escolar quanto à vulnerabilidade das estruturas improvisadas.

Investimento milionário

O que nossa reportagem apurou, a obra de reforma e ampliação da ECIT Olavo Bilac teve investimento de R$ 2.862.510,86, sendo a construtora responsável a Resiliência Construções e Incorporações e Serviços Ltda., sob responsabilidade técnica de Ana Beatriz de Andrade Nunes. O contrato foi assinado com início em 21 de maio de 2024, com prazo de execução de 300 dias, o que significa que a entrega deveria ter ocorrido em março de 2025.

No entanto, como mostram as imagens recebidas pela redação, o ritmo lento da construção aponta para uma conclusão apenas depois de 2026, caso não haja aceleração significativa.

Soluções diferentes em outros municípios

Enquanto em municípios como Alagoinha o Governo do Estado chegou a alugar pousadas para que os alunos não ficassem sem escola durante a reforma, em São José do Sabugi, segundo apuração, a proposta inicial do Estado era transferir os estudantes para Santa Luzia. A medida, entretanto, foi rejeitada pela comunidade e pela prefeitura, que argumentaram que a mudança prejudicaria o cronograma de transporte escolar e impactaria diretamente a rotina da educação no município.

A Prefeitura de São José do Sabugi, mesmo sem responsabilidade legal sobre a obra estadual, buscou alternativas para evitar que os alunos tivessem que se deslocar para outra cidade. Com recursos próprios, alugou prédios e cedeu espaços públicos para abrigar provisoriamente as turmas, resultando na atual situação de improviso, com turmas espalhadas em diferentes pontos da cidade.

Além dos aluguéis, o município também assumiu custos de água, energia e até de obras de adaptação para garantir acessibilidade mínima nos locais improvisados. Gastos que, segundo avaliação local, poderiam estar sendo investidos em outras áreas importantes do município, mas que hoje fazem falta por conta da ausência de apoio do Governo do Estado.

Reivindicação dos alunos

Os estudantes afirmam que já recorreram diversas vezes à 6ª Gerência Regional de Educação, em Patos, mas não tiveram retorno efetivo. Segundo eles, as respostas se repetem há mais de um ano: “iremos apurar os fatos”. Enquanto isso, a realidade enfrentada diariamente pelos alunos segue distante da imagem de eficiência divulgada nas redes sociais pela própria Gerência.

A comunidade escolar cobra urgência na solução do problema e pede que o Governo do Estado dê a mesma atenção dispensada a outros municípios, garantindo condições dignas de ensino até a conclusão das obras.

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