Entenda os motivos do colapso nos hospitais estaduais e o que o Ministério Público está fazendo para cobrar soluções
O Rio Grande do Norte vive uma grave crise no sistema público de saúde. Segundo dados do Ministério da Saúde, o estado ocupa a última posição no Nordeste e a penúltima no Brasil em relação aos investimentos próprios na área da saúde. O resultado? Hospitais sem medicamentos, falta de insumos básicos e pacientes sem atendimento adequado.
O cenário levou o Ministério Público do RN (MPRN) a acionar a Justiça com um pedido urgente de providências. A crise atinge desde as maiores unidades hospitalares do estado até centros como o Hemonorte, que historicamente não enfrentavam desabastecimento.
Baixo investimento e corte de recursos: o que está acontecendo?
De janeiro a maio de 2025, a Secretaria de Fazenda (Sefaz) deixou de repassar mais de R$ 141 milhões ao Fundo Estadual de Saúde, segundo levantamento do Ministério Público. Esse contingenciamento contribuiu diretamente para a escassez de recursos nas unidades hospitalares.
Além disso, o MPRN identificou uma redução de 67% nos gastos liquidados com saúde e uma queda de 68,14% nas despesas efetivamente pagas em comparação com o primeiro semestre de 2024.
Hospitais do RN sem medicamentos e insumos
A falta de materiais e medicamentos afeta as principais unidades da rede estadual, incluindo:
- Hospital Walfredo Gurgel (Natal)
- Hospital Santa Catarina – chegou a registrar 40% de falta de insumos em janeiro
- Hospital Giselda Trigueiro – referência em infectologia
- Hospital João Machado – já teve leitos recomendados para bloqueio por falta de segurança
- Hemonorte – também relatou desabastecimento em 2025, pela primeira vez em anos
Segundo o Ministério Público, a Unicat, responsável pelo abastecimento farmacêutico, tem fornecido quantidades bem abaixo do necessário, mesmo com estoques zerados em diversas unidades.
Conclusão
A crise na saúde pública do Rio Grande do Norte é reflexo direto do subfinanciamento e do contingenciamento de recursos. Sem ação rápida e estratégica, o colapso nos serviços essenciais pode se tornar ainda mais grave.
