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Legião de mulheres busca o carro cor de rosa vendendo produtos de beleza

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Da esquerda para direita, Isa é dona do Corolla, Fabiana e Juliana querem chegar lá. (Foto: Fernando Antunes)Da esquerda para direita, Isa é dona do Corolla, Fabiana e Juliana querem chegar lá. (Foto: Fernando Antunes)
Por
trás do carro cor de rosa que circula pela cidade, tem uma diretora
Mary Kay. Quem dirige, é porque ganhou como reconhecimento pela empresa
de cosméticos norte-americana. O veículo vem com seguro e toda
documentação quitada e é trocado a cada três anos, isso quando quem está
na direção manteve os critérios da etapa.

Por curiosidade, o Lado B
foi atrás de quem dirige e quem quer dirigir o carro rosa e descobriu
uma legião de pessoas que trata o negócio como quem segue uma religião
de maneira fervorosa.

Diretora Executiva de Vendas Independente Mary Kay, Islainy
Borges, tem 34 anos e os últimos 6 deles dedicados à empresa. Bem
vestida e cheia de bótons da marca é ela quem dirige o Corolla rosa
estacionado em frente ao edifício da Alagoas. O carro veio de presente
em 2013, junto com o título de diretora.

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“O
carro é uma conquista da unidade, a Isa sozinha não ia ganhar nada”,
enfatiza a diretora. Islainy é conhecida como Isa no mundo “rosa”. A
entrada dela na empresa foi através do marido. “Eu nunca tinha vendido
nada na vida, meu marido que me dizia que eu tinha o perfil de
liderança”, explica. E de fato, para Isa, ser consultora é bem diferente
de ser vendedora.

Isa começou vendendo em Camapuã. (Foto: Fernando Antunes)
A
ida dela a um evento a cnvenceu sobre o que era a empresa e como seria a
própria franquia. “Comprei o estoque da minha empresa, que são os
produtos e abri o negócio”, conta. À época, Isa morava em Camapuã e ao
chegar à cidade é que lembrou que quase não conhecia ninguém. “Foi aí
que comecei a vender para quem me vendia. Eu saía de saia e lenço e todo
mundo perguntava onde eu ia, o que era a roupa. Eu aproveitava e
perguntava: ‘você conhece Mary Kay’?”

Isa
explica que elas, as mulheres e mais recentemente os homens, na verda,
não funcionam como uma legião, mas sim um grupo que formam as unidades.
“O nosso trabalho é ouvir a sua opinião. Eu demonstro o produto e você
me fala o que achou”, explica.

A
marca foi criada nos Estados Unidos, pela empresária Mary Kay Ash, na
década de 60 e possui no portfólio de vendas maquiagens, fragrância
entre produtos para o cuidado com a pele. No Brasil, ela está desde 1998
e envolve todo um plano de desenvolvimento que eles chamam de “carreira
independente”, composto por estágios. Aposta nisso para concorrer com
marcas que já lideram mundialmente, como a Avon.

Quem
entra começa como consultora de beleza independente e cresce quando,
além de ter seus próprios clientes, constrói sua equipe de consultoras,
desenvolve e forma novas diretoras de vendas independentes. Tudo isso é
levado em conta e cada etapa inclui uma porcentagem em cima das vendas
daquela unidade. 

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O tal carro rosa
faz parte do programa de reconhecimento “Troféu sobre Rodas”, que pode
ser conquistado por quem já chegou à posição de “Diretora de Venda
Independente”, a sexta etapa das sete posições. A diretora, quando chega
a esse nível, tem dois caminhos: de escolher pelo carro Corolla, Vectra
ou Cruze, ou então pegar um valor mensal para comprar o carro que
quiser. Dos dois modos, a cor é rosa e na lateral vai o símbolo da
marca.

Fabiana, a manicure que largou as unhas para investir na demonstração de produtos. Foto: Fernando Antunes)
Juliana já subiu para líder de grupo. (Foto: Fernando Antunes)
A empresa usa o reconhecimento como palavra-chave. O carro vem junto de joias e viagens internacionais, mas isso é para poucas.
Islainy
já conheceu Bariloche e foi à Dallas, cidade sede da Mary Kay. Diretora
sênior independente Mary Kay, Fabiana Silva Souza, de 33 anos, está há 4
meses na atual posição. Ainda não levou o carro, mas já ganhou
recompensas, entre elas a de viajar para Bariloche.

As
chamadas “bonificações” fazem parte do plano de carreira da consultora
que deixou de ser manicure e massoterapeuta para entrar na empresa. “Eu
não acreditava no potencial que eu tinha, mas a Mary Kay ensina”,
explica Fabiana. O ensinar inclui desde falar em público, se vestir, se
maquiar e falar dos produtos de beleza.

“E
me proporciona a realização que eu buscava há muitos anos. O mundo é
rosa quando você trabalha. As pessoas acham que isso é pirâmide e não é.
É um trabalho constante. Eu quero ser diretora de vendas e diretora
nacional”, fala Fabiana sobre a ambição.

No
terceiro mês na empresa, Juliana Santana, de 25 anos, era analista de
sistemas e fotógrafa. As duas profissões ficaram como coadjuvantes desde
que ela já chegou a ser líder de grupo de vendas Mary Kay, a quarta
posição na escala. “Não foi por dinheiro, cheguei numa reunião e a
Fabiana estava falando de reconhecimento”, explica.

No
dia a dia ela fala que não vende o produto e nem precisa. “Ele se vende
sozinho, é um produto bom, que dá certo”, diz. Num comparativo com a
profissão anterior, Juliana lembra que em um ano de trabalho, ganhou um
panetone. “Nossa empresa é voltada ao reconhecimento. Reconhecimento por
palmas, bótons, anel de ouro, viagens, carros…”

O
trabalho das consultoras envolve sessões de demonstração do produto,
venda e captação de pessoas. O que o trio frisa é que todas têm as
mesmas oportunidades e não têm limites para onde podem chegar. “A Mary
Kay empodera as mulheres. Quando você fala para uma mulher que ela pode
fazer, ela faz”, resume Isa.
Isa, na sede da empresa, em Dallas. (Foto: Arquivo Pessoal)
 
 FONTE: www.campograndenews.com.b
 

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