Após a repercussão do episódio envolvendo o influenciador Gugu de Catingueira, um novo caso de desrespeito chamou atenção durante o São João 2025 de Santa Luzia (PB). Desta vez, o atingido foi o popular Baleiros do Kwai, figura reconhecida e querida por onde passa.
Com mais de 140 mil seguidores na plataforma Kwai e quase 50 mil no Instagram, o influenciador é muito mais do que um criador de conteúdo digital. Ele é trabalhador, vendedor de balas e divulgador de eventos culturais em várias cidades da Paraíba, do Rio Grande do Norte e de Pernambuco.
Influência que vai além das redes
O Baleiros do Kwai se tornou conhecido por promover festas, animar o público com carisma e dar visibilidade a artistas e eventos locais, especialmente aqueles que não têm espaço na mídia tradicional. Seu trabalho tem impacto direto na valorização da cultura popular nordestina e no apoio a pequenos produtores e artistas regionais.
Em cada cidade por onde passa, ele é acolhido com respeito. No entanto, em Santa Luzia, sua cidade natal, o tratamento foi diferente. Durante os festejos juninos, ele foi impedido de trabalhar no evento — mesmo sendo uma figura reconhecida pelo público local e regional.
Evento tradicional, mas com espaço limitado para o povo
O episódio levanta um questionamento recorrente entre artistas, influenciadores e trabalhadores locais: por que tantos “filhos da terra” são invisibilizados justamente nos eventos que deveriam valorizar suas raízes?
A exclusão do Baleiros do Kwai do São João de Santa Luzia expõe um cenário preocupante: a elitização dos espaços culturais populares, deixando de lado aqueles que mais representam o povo simples e que ajudam a construir a identidade da festa.
O São João de Santa Luzia, reconhecido como um dos maiores e mais tradicionais do Brasil, precisa rever seus critérios de acolhimento e dar espaço a quem realmente contribui com a cultura e a divulgação das festas nordestinas — dentro e fora das redes sociais.
