Os bastidores da política paraibana seguem agitados após novos movimentos que podem redesenhar o cenário eleitoral de 2026. O apoio do ex-candidato a prefeito de Santa Luzia, Netto Lima (MDB), ao projeto de candidatura do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (sem partido), ao Governo do Estado, acendeu o alerta entre os aliados do senador Efraim Filho (União Brasil).
O gesto político, ocorrido durante visita de Cícero ao Sertão, escancarou a fragilidade da base de Efraim no Vale do Sabugi, especialmente em Santa Luzia, onde o grupo do senador vem acumulando derrotas sucessivas. Após perder a prefeitura para Zezé em duas eleições, o grupo ainda viu o candidato apoiado por Efraim ser derrotado novamente em 2024 por Henri, candidato do atual gestor.
Agora, com a adesão de Netto Lima — que obteve 43% dos votos na disputa municipal —, o senador parece perder espaço tanto na situação quanto na oposição, já que há rumores de que outras lideranças oposicionistas de Santa Luzia também avaliam se afastar de Efraim nos próximos dias.
Paralelamente, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) tem intensificado suas articulações políticas em torno do nome de Cícero Lucena. Segundo informações do Política da Paraíba, Veneziano já iniciou um movimento para atingir as bases políticas de Efraim, buscando atrair prefeitos e lideranças ligadas ao União Brasil para o campo de apoio ao gestor da capital.
Veneziano também mantém diálogo com o ex-deputado Pedro Cunha Lima (PSDB), cogitado para ser vice na chapa de Cícero, além de conversar com figuras como Cássio Cunha Lima e Romero Rodrigues, ambos ligados ao grupo de Efraim.
O movimento, no entanto, também representa um risco político para Veneziano, já que parte da base de Efraim no Vale do Sabugi vinha se preparando para anunciar apoio ao próprio Veneziano e ao deputado Nabor Wanderley nos próximos dias — um cenário que pode mudar diante das recentes reviravoltas.
Nos bastidores, a dúvida é:
👉 Efraim seguirá com seu projeto pessoal ao Governo da Paraíba?
👉 Ou será o momento de recuar e reaproximar-se da base governista, talvez em torno do vice-governador Lucas Ribeiro?
Uma coisa é certa: o foguete político de Efraim parece perder altitude antes mesmo da decolagem. E, se o cenário atual se mantiver, dificilmente chegará ao segundo turno — sem o apoio de Cícero Lucena, nem de Lucas Ribeiro.



