O que seria uma noite de celebração pelos 65 anos de Emancipação Política de Ouro Velho, no Cariri paraibano, acabou sendo marcada por um clima tenso nos bastidores e um desabafo público feito pelo cantor Pedro Guerra. O episódio ocorreu na última quinta-feira, durante a programação oficial da festa.
A timeline da noite previa:
- 21h – Abertura com Pedro Guerra
- 23h – Show de Xand Avião
- Encerramento com Zé Vaqueiro
No entanto, antes de finalizar sua apresentação, Pedro Guerra interrompeu brevemente o show para relatar uma situação constrangedora vivida nos bastidores. Segundo o cantor, a equipe de Zé Vaqueiro teria chegado ao local e retirado equipamentos e materiais do camarim que estava sendo utilizado por sua equipe, sem aviso prévio ou qualquer comunicação, o que gerou um desentendimento direto entre as produções.
Durante o desabafo no palco, Pedro Guerra pediu respeito entre os profissionais, afirmando que sua equipe teria sido destratada e que situações como essa não podem ser normalizadas no meio artístico. O momento foi registrado em vídeo e rapidamente se espalhou pelas redes sociais, provocando ampla repercussão.
Outros relatos reforçam padrão de conflitos
Após a divulgação do vídeo, outros artistas e profissionais passaram a relatar experiências semelhantes envolvendo a equipe de Zé Vaqueiro.
Um dos comentários mais repercutidos foi o de Lívia Gabriella, esposa do cantor Glaydson Gavião, que afirmou que, em um show realizado em Pernambuco, a equipe de Zé Vaqueiro teria ocupado os três camarins disponíveis, mesmo com o cantor já se apresentando no palco. Segundo ela, a equipe de Glaydson Gavião ficou mais de uma hora aguardando na rua, sem qualquer suporte.
Em seu relato, Lívia questionou:
“Qual o mal ocasionaria a produção resolver a situação, já que os três camarins não tinham mais ninguém?”
Outro depoimento que chamou atenção foi o do cantor Willame Cantor, que afirmou ter vivido situação muito semelhante à relatada por Pedro Guerra, também envolvendo a equipe do artista.


Casos anteriores envolvendo a produção do cantor
O episódio em Ouro Velho reacendeu a discussão sobre comportamentos recorrentes de parte da produção de Zé Vaqueiro, que já foi alvo de outras polêmicas ao longo da carreira.
Em São José do Sabugi-PB, durante o São Pedro 2025, diversos veículos de comunicação noticiaram que o cantor se recusou a atender a imprensa local, mesmo com os profissionais devidamente credenciados pela gestão municipal, que havia organizado o acesso por meio de crachás e pulseiras. Segundo os relatos, a produção ignorou o planejamento oficial e deu prioridade a amigos pessoais do artista.
Além disso, Zé Vaqueiro já esteve envolvido em outras controvérsias públicas, como:
O processo movido pelo produtor DJ Ivis, que obteve decisão favorável na Justiça para retornar à empresa do cantor 👉 Leia no G1 A polêmica envolvendo seu casamento, quando o cantor não convidou a própria mãe, fato que gerou ampla repercussão nacional 👉 Veja a reportagemReflexão sobre postura e humildade no meio artístico
Os relatos recentes levantam um debate necessário sobre postura, profissionalismo e respeito entre artistas, especialmente em eventos públicos financiados com recursos municipais e destinados à população.
No meio artístico, nenhum sucesso justifica a falta de diálogo, organização ou respeito com outros profissionais, sejam eles artistas, equipes técnicas ou imprensa. Muitos dos episódios envolvendo a equipe de Zé Vaqueiro, segundo relatos, teriam sido abafados ao longo do tempo, mas seguem surgindo de forma recorrente.
Fica o questionamento: até que ponto o dinheiro e o sucesso compensam a perda de humildade e o desgaste da imagem pública?
Talvez seja o momento de o cantor reavaliar sua equipe, assessoria e condutas, antes que episódios como o de Ouro Velho deixem de ser exceção e passem a definir sua trajetória fora dos palcos.


