Na noite desta sexta-feira (18), o prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), prestigiou as festividades juninas nos municípios de Assunção e Desterro, atendendo aos convites dos gestores locais. Em ambos os eventos, a presença de lideranças da base do governo estadual chamou atenção — especialmente do vice-governador Lucas Ribeiro —, mas um detalhe nos bastidores começa a falar mais alto que os discursos nos palcos: a ausência de qualquer sintonia com Adriano Galdino (Republicanos).
Em Assunção, Nabor foi recebido pelo prefeito Felipe Oliveira, ao lado de diversas lideranças políticas durante o tradicional São Pedro da cidade, que teve como atrações Léo Magalhães, Kiel do Acordeon e Hanny Mendonça. Já em Desterro, durante o João Pedro promovido pelo prefeito Thiago Simões, Nabor esteve ao lado da médica Olívia Motta, da deputada estadual Francisca Motta, além de Lucas Ribeiro, que mais uma vez demonstrou força de articulação no interior paraibano.
O que vem chamando atenção, no entanto, é o crescente distanciamento entre os Motta e Adriano Galdino, ambos do Republicanos. Há meses, quase não se vê mais registros públicos de encontros, fotos ou aparições conjuntas entre o grupo de Nabor e o presidente da Assembleia Legislativa, que, nos bastidores, ainda sonha com uma candidatura ao governo da Paraíba em 2026.
Fontes próximas ao grupo político admitem que Adriano já começa a se sentir isolado, especialmente após perceber que alianças estratégicas estão sendo firmadas entre Lucas Ribeiro (cotado como pré-candidato ao Governo), João Azevêdo e Nabor Wanderley — uma composição que poderia selar a candidatura da base situacionista ao Palácio da Redenção, sem espaço para os planos pessoais de Galdino.
Nos bastidores, comenta-se que os Motta já não demonstram qualquer esforço em acomodar os interesses de Adriano, e que, politicamente, o grupo parece já ter definido seu rumo: Lucas para o Governo, com apoio da base governista; Nabor e João Azevêdo para o Senado, numa possível chapa de peso que começa a ganhar corpo nos interiores.
Diante desse cenário, Adriano Galdino se vê forçado a buscar novos caminhos e começa a sondar alternativas fora do círculo que antes o incluía como peça central. O tempo vai dizer se essa ruptura é definitiva ou apenas mais um capítulo das movimentações silenciosas que antecedem a disputa eleitoral de 2026.
