O portal Sertão em Destaque realizou novo levantamento do Ranking do Índice de Gestão Descentralizada Municipal (IGD-M) da Paraíba, referente a dezembro de 2025, utilizando exclusivamente dados oficiais do VIS DATA 3 – Beta, plataforma da Secretaria de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único (SAGICAD), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
O IGD-M avalia a eficiência dos municípios na execução do Cadastro Único e do Programa Bolsa Família, sendo composto por três indicadores fundamentais:
- TAFE – Taxa de Acompanhamento da Frequência Escolar
- TAAS – Taxa de Acompanhamento da Agenda de Saúde
- TAC – Taxa de Atualização Cadastral
Esses indicadores formam o Fator 1 – Operação, que impacta diretamente o valor dos repasses federais e a qualidade do atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade social.
🔝 Top 10 – Melhores IGD-M da Paraíba (Dezembro/2025)
Fonte: VIS DATA 3 – Beta / SAGICAD
Levantamento: Sertão em Destaque
1️⃣ Bernardino Batista – 97,43
2️⃣ Maturéia – 97,01
3️⃣ Tacima – 96,86
4️⃣ Bom Jesus – 96,77
5️⃣ São José do Sabugi – 96,64
6️⃣ São João do Rio do Peixe – 96,62
7️⃣ Vieirópolis – 96,59
8️⃣ Riachão – 96,41
9️⃣ Areial – 96,31
🔟 Alcantil – 96,12
Análise dos três melhores desempenhos
🥇 Bernardino Batista (97,43)
Assume a liderança estadual em dezembro, com desempenho extremamente equilibrado nos três indicadores. O município registra TAAS de 97,6% e TAC de 97,75%, demonstrando forte integração entre Assistência Social, Saúde e Educação.
🥈 Maturéia (97,01)
Mantém-se entre as melhores gestões do estado, com TAC de 98,34%, reforçando a consistência na atualização cadastral e no acompanhamento contínuo das famílias beneficiárias.
🥉 Tacima (96,86)
Destaque pelo excelente desempenho na saúde (TAAS de 98,96%), evidenciando organização técnica e efetividade no monitoramento das condicionalidades do Bolsa Família.
🔻 Bottom 10 – Piores IGD-M da Paraíba (Dezembro/2025)
Fonte: VIS DATA 3 – Beta / SAGICAD
Levantamento: Sertão em Destaque
🔻 Campina Grande – 83,21
🔻 Jericó – 83,19
🔻 Cacimbas – 81,40
🔻 Sapê – 80,68
🔻 João Pessoa – 76,17
🔻 Desterro – 74,02
(municípios com os menores desempenhos do estado no período analisado)
Análise dos piores desempenhos
📉 João Pessoa (76,17)
A capital paraibana segue entre os piores resultados do estado, com TAFE de apenas 61,6% e TAAS de 66,69%, comprometendo fortemente o IGD-M. Os dados indicam fragilidades estruturais na articulação intersetorial e no acompanhamento das condicionalidades.
📉 Campina Grande (83,21)
Mesmo sendo um dos maiores municípios da Paraíba, apresenta desempenho abaixo da média estadual, especialmente nos indicadores de educação e saúde, refletindo dificuldades operacionais na gestão do Cadastro Único.
📉 Desterro (74,02)
Registra o menor IGD-M da Paraíba em dezembro de 2025, impactado por um desempenho extremamente baixo na frequência escolar (TAFE de apenas 7,69%), apesar de manter alta taxa de atualização cadastral.
📉 Sapê (80,68)
O município de Sapê segue entre os piores desempenhos do estado em dezembro de 2025, com impacto direto dos baixos índices de acompanhamento das condicionalidades. Apesar de manter atualização cadastral razoável, os dados indicam fragilidade no acompanhamento da frequência escolar e da agenda de saúde, comprometendo o Fator 1 – Operação. O resultado evidencia falhas na articulação entre Assistência Social, Saúde e Educação, refletindo dificuldades na gestão integrada do Cadastro Único e do Programa Bolsa Família.
📉 Cacimbas (81,40)
Cacimbas apresenta desempenho abaixo da média estadual, influenciado principalmente por resultados insuficientes nos indicadores de educação e saúde. Embora o município demonstre capacidade de manter os cadastros relativamente atualizados, o baixo monitoramento das condicionalidades reduz significativamente o IGD-M. O cenário aponta para a necessidade de reorganização dos fluxos de acompanhamento e fortalecimento das equipes técnicas responsáveis pelo Bolsa Família.
📉 Jericó (83,19)
Jericó permanece entre os municípios com pior desempenho no IGD-M em dezembro de 2025, com indicadores que revelam instabilidade na execução das ações intersetoriais. O município apresenta dificuldades no acompanhamento da frequência escolar e da agenda de saúde, fatores que pesam negativamente no índice final. Os dados sugerem fragilidades operacionais e a necessidade de maior integração entre os setores da Assistência Social, Educação e Saúde para melhorar os resultados.
A importância do IGD-M para os municípios
O levantamento de dezembro de 2025 reforça que o IGD-M vai muito além de um indicador técnico. Ele:
- Define o valor dos repasses federais para a gestão municipal;
- Mede a eficiência do acompanhamento das famílias beneficiárias;
- Impacta diretamente a qualidade do atendimento nos CRAS e nas equipes do Cadastro Único;
- Revela o nível de integração entre Assistência Social, Saúde e Educação.
Os dados demonstram, mais uma vez, que municípios de pequeno porte, quando bem organizados e tecnicamente estruturados, conseguem superar grandes cidades, alcançando melhores índices de gestão e resultados sociais mais efetivos.
CONFIRA O RANKING COMPLETO:
