O homem acusado de assassinar a companheira, Antônia Ferreira Pereira, conhecida como Dona Neide, de 56 anos, se entregou à Polícia Civil na manhã desta terça-feira (26), no município de Juru, Sertão da Paraíba. O feminicídio, ocorrido no último domingo (24), causou forte comoção pela brutalidade do ataque.
Segundo informações da polícia, o acusado Geraldo Batista Dias, de 57 anos, estava foragido desde o dia do crime. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva, expedido pela Vara Única da Comarca de Água Branca. Por volta das 7h desta terça-feira, ele se apresentou voluntariamente e foi imediatamente detido.
Dinâmica do crime
As investigações apontam que Geraldo atacou a vítima dentro da residência do casal, na Rua Maria da Roça Grande, em Juru.
Ele teria desferido múltiplos golpes de arma branca — possivelmente uma faca peixeira ou facão — atingindo principalmente a cabeça e o pescoço da companheira. A violência dos golpes impossibilitou qualquer chance de defesa.
Atuação policial
O delegado Adriano Pinto, da Delegacia de Água Branca, confirmou o cumprimento do mandado de prisão e destacou o trabalho conjunto da Polícia Civil e da Polícia Militar.
“Desde o crime, o acusado estava escondido nas imediações de Juru. As forças de segurança realizaram incursões até que conseguimos efetivar a prisão. Ele permanece detido na Delegacia de Princesa Isabel, aguardando audiência de custódia”, explicou.
Decisão da Justiça
O juiz plantonista que decretou a prisão preventiva ressaltou a gravidade do crime e o risco que a liberdade do acusado representava à ordem pública. A decisão destacou ainda a fuga do investigado como tentativa de frustrar a persecução penal.
Trecho da decisão afirma:
“Há indícios suficientes da autoria do investigado. A segregação cautelar é necessária para assegurar a aplicação da lei penal e a garantia da ordem pública.”
De acordo com depoimento de um irmão, logo após o crime Geraldo revelou que estava escondido no Sítio Serrinha, mas afirmou que não se entregaria no mesmo dia. Essa postura reforçou a necessidade da prisão preventiva.
Próximos passos
Após a audiência de custódia, Geraldo Batista Dias deverá ser transferido para a Cadeia Pública de Princesa Isabel, onde ficará à disposição da Justiça enquanto o processo segue em tramitação. O caso continua sendo investigado pela Delegacia de Água Branca, em conjunto com o Ministério Público.
O assassinato de Dona Neide reforça os alarmantes índices de violência contra a mulher e reacende o debate sobre políticas públicas de proteção às vítimas de violência doméstica no Sertão da Paraíba.



