Os aposentados e pensionistas do Rio Grande do Norte amanheceram, mais uma vez, sem o 13º salário, que deveria ter sido pago no dia 20 de dezembro. Após o atraso inicial, o governo estadual empurrou o pagamento para esta quinta-feira (9). No entanto, o dinheiro não caiu nas contas e, até o momento, não houve explicação oficial, nota pública ou qualquer posicionamento do Executivo estadual.
A situação agrava a revolta dos servidores inativos, que dependem do benefício para honrar compromissos básicos como aluguel, medicamentos, contas de energia e alimentação. Enquanto isso, o governo de Fátima Bezerra (PT) mantém o silêncio, repetindo um roteiro já conhecido por aposentados e pensionistas: atraso, incerteza e descaso.
Pagamento parcial e sensação de abandono
De acordo com relatos recebidos pelo Sertão em Destaque, apenas os servidores ativos tiveram o pagamento efetuado, deixando aposentados e pensionistas de fora, especialmente os vinculados à área da saúde.
Uma leitora do portal enviou denúncia relatando a indignação da categoria:
“Gostaria de realizar uma denúncia pela falta de respeito do desgoverno da senhora Fátima Bezerra com os aposentados e pensionistas da saúde. O décimo não foi pago e temos provas de que o sindicato também não recebeu confirmação.”
Sindicato confirma falta de garantia do pagamento
Mensagens enviadas por representantes sindicais reforçam a instabilidade e a falta de informação por parte do próprio governo estadual. Segundo comunicado repassado aos aposentados:
“Ainda não se tem confirmação se o dinheiro dos aposentados e pensionistas vai sair hoje. Tentamos buscar respostas, mas a própria Secretaria da Fazenda ainda não tem essa confirmação.”
Em outra mensagem, o sindicato relata que os arquivos de pagamento estariam prontos, mas dependem de ordem superior e disponibilidade financeira para serem efetivados:
“Está tudo pronto, só esperando a ordem, que significa dinheiro para poder mandar pagar.”
Diante do impasse, sindicatos já articulam uma mobilização na próxima segunda-feira, com visita à Secretaria da Fazenda e à Governadoria, caso o pagamento não seja realizado.
Promessa descumprida e crise de confiança
O episódio aprofunda a crise de confiança entre o funcionalismo inativo e o governo estadual. Prometer e não pagar deixou de ser exceção e passou a ser regra, segundo os próprios servidores. Enquanto juros correm e contas vencem, o Estado simplesmente desaparece do debate público.
Para aposentados e pensionistas, o sentimento é de abandono institucional. O atraso do 13º salário, além de ilegal, é visto como desrespeito a quem dedicou uma vida inteira ao serviço público.
Conclusão
O não pagamento do 13º salário aos aposentados e pensionistas do Rio Grande do Norte expõe mais um capítulo da fragilidade administrativa do governo estadual. Sem explicações, sem nota oficial e sem previsão concreta, o episódio reforça a percepção de descaso e desorganização.
Enquanto o governo silencia, cresce a indignação de quem já não tem margem para esperar. O direito é claro, a promessa foi feita e o dinheiro, até agora, não apareceu.
