segunda-feira, setembro 14, 2026
InícioAcidentesAvião com Rey Vaqueiro pega fogo em Parelhas; oito escapam

Avião com Rey Vaqueiro pega fogo em Parelhas; oito escapam

Cantor e demais ocupantes deixaram a aeronave antes de o incêndio se espalhar. Dados oficiais mostram que o aeródromo Kareli tem pista de 1.153 metros; circunstâncias do acidente ainda precisam ser esclarecidas.

Um avião que transportava o cantor Rey Vaqueiro saiu da pista durante o pouso e pegou fogo na madrugada deste domingo, 13 de setembro de 2026, em Parelhas, na região Seridó do Rio Grande do Norte. Oito pessoas estavam a bordo: seis passageiros, incluindo o artista, além do piloto e do copiloto.

Todos conseguiram sair da aeronave antes de o incêndio se espalhar. Segundo informações divulgadas pelo g1, ninguém ficou ferido. Os ocupantes foram encaminhados ao Hospital Municipal de Parelhas para avaliação médica.

O acidente também foi noticiado pelo BNews RN, que relatou a evacuação dos oito ocupantes e a destruição da aeronave pelo fogo.

Rey Vaqueiro havia se apresentado em Moreno, em Pernambuco, horas antes, e tinha um show previsto para as 2h30 em Parelhas.

Bombeiros trabalharam durante cinco horas

De acordo com as informações do Corpo de Bombeiros reproduzidas pelo g1, o combate ao incêndio durou aproximadamente cinco horas e envolveu pelo menos nove profissionais.

As equipes atuaram no controle das chamas e no resfriamento dos motores. Também trabalharam para impedir que o fogo alcançasse a vegetação próxima à pista.

Outra aeronave, que transportava parte da equipe do cantor, havia pousado no local antes do acidente, sem intercorrências. Esse pouso anterior, entretanto, não esclarece as circunstâncias enfrentadas pelo avião que levava o artista.

Segundo o relato divulgado pelo g1, os bombeiros informaram que acionaram o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, o Cenipa, para a apuração da ocorrência.

O que os dados oficiais mostram sobre a pista

O aeródromo Kareli, identificado pelo código SDVZ, aparece no sistema oficial AISWEB, do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, como um aeródromo privado localizado em Parelhas.

A publicação informa pista asfaltada de 1.153 metros de comprimento por 23 metros de largura, com cabeceiras 03 e 21. O comprimento oficial consultado, portanto, é de 1.153 metros. A ficha também apresenta a indicação técnica de resistência do pavimento “5700kg/0.50MPa”. Consulte o cadastro no AISWEB/DECEA.

Esses dados são relevantes para avaliar a compatibilidade entre a pista e a aeronave, mas não permitem, isoladamente, concluir se a operação realizada naquela madrugada cumpria todos os requisitos.

A pista podia receber esse tipo de avião?

A resposta exige mais do que identificar se o avião é a jato ou a hélice.

O RBAC 91, regulamento da Agência Nacional de Aviação Civil, estabelece que a utilização de um aeródromo depende de seu cadastro e da avaliação, pelo operador, de que ele é adequado à aeronave e à operação pretendida.

O regulamento também exige que o planejamento considere as dimensões das pistas, a regularidade dos aeródromos e os dados de distância de pouso e decolagem previstos no manual da aeronave. As limitações operacionais do avião precisam ser respeitadas. Fonte: ANAC, seções 91.9, 91.102 e 91.103.

Assim, as informações públicas verificadas nesta apuração não permitem afirmar que havia proibição para esse jato nem confirmar a regularidade do pouso específico. Para isso, ainda seriam necessários os dados operacionais do voo e a verificação das condições e restrições vigentes no momento do acidente.

Também não foi possível confirmar integralmente os avisos aeronáuticos — os NOTAM — aplicáveis àquela madrugada.

Identificação da aeronave e investigação

A matrícula PP-WMO, informada à reportagem como a da aeronave envolvida, consta na base do Flightradar24 associada a um Cessna Citation Bravo, com código de tipo C55B. O BNews RN também identificou o modelo envolvido como Citation Bravo. Consulte a identificação no Flightradar24.

A identificação do modelo e as características publicadas da pista não estabelecem a causa do acidente. As circunstâncias da saída de pista e do incêndio ainda precisam ser esclarecidas pela apuração aeronáutica.

Com informações do g1 e BNews RN e consulta às bases públicas do DECEA, da ANAC e do Flightradar24.

ARTIGOS RELACIONADOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

MAIS VISTAS

COMENTÁRIOS