A França deu um passo inédito em sua preparação para emergências ao orientar hospitais a se organizarem para um possível conflito de larga escala até março de 2026. O alerta veio em uma carta do Ministério da Saúde, enviada às agências regionais em julho e divulgada pela imprensa internacional na última semana.
O documento pede que hospitais tenham capacidade de atender de 10 mil a 50 mil feridos em até 180 dias e orienta a instalação de pontos médicos próximos a estações, portos e aeroportos para facilitar a triagem e transferência de pacientes — inclusive militares estrangeiros. A ação prevê ainda a integração direta com o Serviço de Saúde das Forças Armadas.
A ministra da Saúde, Catherine Vautrin, confirmou a existência da carta e explicou que se trata de uma “medida de antecipação”, semelhante às estratégias adotadas durante a pandemia de Covid-19, como estoques estratégicos e planos de contingência. Segundo ela, não há indicação de guerra iminente, mas sim a necessidade de resiliência diante de riscos internacionais.
A decisão ocorre em um contexto de instabilidade global, marcado pela guerra na Ucrânia e pelo debate crescente sobre preparação civil em países da União Europeia. O governo francês tem investido em planos de defesa e resiliência, reforçando que o objetivo é garantir que a população esteja protegida em qualquer cenário.
👉 Sertão em Destaque continuará acompanhando os desdobramentos sobre o tema e trazendo atualizações oficiais do governo francês.
