quinta-feira, abril 23, 2026
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Justiça do RJ decreta prisão preventiva do rapper Oruam por associação ao tráfico e outros crimes

ORUAM


O rapper Oruam teve prisão preventiva decretada na manhã desta terça-feira (22) pelo Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A decisão foi assinada pela juíza Ane Cristine Scheele Santos, após o artista ter sido acusado de impedir a apreensão de um menor procurado por tráfico e roubo, durante uma ação da Polícia Civil realizada na noite anterior (21).

Segundo as autoridades, após o ocorrido, Oruam teria se refugiado no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, e publicado vídeos nas redes sociais desafiando a polícia, o que gerou ampla repercussão. Em uma das gravações, o cantor ironiza os agentes:

“Quero ver vocês virem aqui me pegar dentro do Complexo. Não vão me pegar, sabe por quê? Porque vocês peidam.”

Crimes atribuídos a Oruam e declarações da Polícia Civil

De acordo com a Polícia Civil, o rapper vai responder por múltiplos crimes, entre eles:

  • Tráfico de drogas

  • Associação ao tráfico

  • Resistência à prisão

  • Desacato

  • Ameaça

  • Dano ao patrimônio

  • Lesão corporal

O secretário da Polícia Civil do RJ, delegado Felipe Curi, foi contundente ao comentar o caso:

“Oruam é um criminoso perigoso, associado ao tráfico. É um delinquente da pior espécie”, afirmou o delegado em entrevista ao Bom Dia Rio, nesta terça (22).

Ainda segundo Curi, o episódio que levou à decisão judicial aconteceu na residência de Oruam, localizada no bairro do Joá, Zona Oeste do Rio. O delegado também afirmou que o rapper teria ligações diretas com a facção criminosa Comando Vermelho, liderada à distância por seu pai, Marcinho VP, atualmente preso em um presídio federal fora do estado.

Justiça opta por prisão preventiva sem prazo definido

Na decisão, a juíza Ane Cristine justificou a opção pela prisão preventiva em vez da prisão temporária, como havia sido sugerido inicialmente pelo Ministério Público.

Segundo ela, a prisão sem prazo determinado é necessária para:

  • Garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal

  • Evitar interferência na investigação criminal

  • Resguardar a instrução processual

A magistrada concluiu que existem indícios suficientes da autoria dos crimes e riscos relacionados à liberdade do investigado.

Defesa do rapper ainda não se manifestou

Até o momento, a defesa de Oruam declarou que não teve acesso ao inquérito policial e, por isso, optou por não comentar o caso publicamente.

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