O rapper Oruam teve prisão preventiva decretada na manhã desta terça-feira (22) pelo Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A decisão foi assinada pela juíza Ane Cristine Scheele Santos, após o artista ter sido acusado de impedir a apreensão de um menor procurado por tráfico e roubo, durante uma ação da Polícia Civil realizada na noite anterior (21).
Crimes atribuídos a Oruam e declarações da Polícia Civil
De acordo com a Polícia Civil, o rapper vai responder por múltiplos crimes, entre eles:
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Tráfico de drogas
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Associação ao tráfico
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Resistência à prisão
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Desacato
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Ameaça
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Dano ao patrimônio
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Lesão corporal
O secretário da Polícia Civil do RJ, delegado Felipe Curi, foi contundente ao comentar o caso:
“Oruam é um criminoso perigoso, associado ao tráfico. É um delinquente da pior espécie”, afirmou o delegado em entrevista ao Bom Dia Rio, nesta terça (22).
Ainda segundo Curi, o episódio que levou à decisão judicial aconteceu na residência de Oruam, localizada no bairro do Joá, Zona Oeste do Rio. O delegado também afirmou que o rapper teria ligações diretas com a facção criminosa Comando Vermelho, liderada à distância por seu pai, Marcinho VP, atualmente preso em um presídio federal fora do estado.
Justiça opta por prisão preventiva sem prazo definido
Na decisão, a juíza Ane Cristine justificou a opção pela prisão preventiva em vez da prisão temporária, como havia sido sugerido inicialmente pelo Ministério Público.
Segundo ela, a prisão sem prazo determinado é necessária para:
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Garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal
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Evitar interferência na investigação criminal
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Resguardar a instrução processual
A magistrada concluiu que existem indícios suficientes da autoria dos crimes e riscos relacionados à liberdade do investigado.
Defesa do rapper ainda não se manifestou
Até o momento, a defesa de Oruam declarou que não teve acesso ao inquérito policial e, por isso, optou por não comentar o caso publicamente.



