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O que São José do Sabugi e Várzea aprenderam com as festas juninas de 2025?

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Falta de acordo entre prefeitos, datas conflitantes e estrutura defasada marcaram negativamente o São Pedro e o João Pedro deste ano

As festas juninas de 2025 no Vale do Sabugi deixaram um alerta claro: a desorganização entre os municípios prejudica todos. Tanto o São Pedro de São José do Sabugi quanto o João Pedro de Várzea enfrentaram problemas que poderiam ter sido evitados com diálogo e articulação regional.


1. Choque de datas prejudicou as duas cidades

Até 2024, havia um entendimento informal entre as prefeituras do Sabugi para organizar os eventos em fins de semana distintos, permitindo que o público pudesse prestigiar todas as festas:

  • 1º fim de semana de julho: São Mamede

  • 2º fim de semana: São José do Sabugi

  • 3º fim de semana: Várzea, encerrando o circuito

Em 2025, Várzea rompeu esse alinhamento e antecipou seu João Pedro para o segundo final de semana, coincidindo com o São Pedro de São José do Sabugi.

O resultado foi sentido por ambas as cidades.


2. Perdas de público foram evidentes

  • São José do Sabugi sentiu falta do público que costuma vir de Várzea e Ouro Branco, além de parte de Santa Luzia, que tradicionalmente reforça a presença nos eventos da região.

  • Várzea perdeu público vindo de São José, Santana do Seridó e Parelhas, que tendem a permanecer em São José pela proximidade e logística.

  • As duas cidades também dividiram o público de Santa Luzia, que se fragmentou diante da coincidência das datas.

Mesmo com a Praça Higino Batista lotada no sábado, muitos consideraram aquele um dos piores sábados da história do São Pedro, pela falta do clima festivo de anos anteriores.

Em Várzea, apenas o sábado teve casa cheia; na sexta-feira e no domingo, o parque ficou praticamente esvaziado, gerando prejuízos diretos a barraqueiros e comerciantes.


3. João Pedro: tradição criada para encerrar os festejos

Segundo o blogueiro Jefté News, o João Pedro de Várzea foi criado há 41 anos, pelo ex-prefeito Baba Batista, com a proposta de fechar com chave de ouro os festejos juninos do Sabugi.

Nos últimos anos, após conflitos pontuais com outras cidades, um acordo bem-sucedido foi firmado, colocando Várzea como última parada festiva, o que se consolidou como identidade regional.

Em 2025, esse acordo foi quebrado. E o resultado foi negativo para todos.


4. São José precisa rever estrutura do palco fixo

Um segundo aprendizado importante vem de São José do Sabugi. Apesar do avanço na decoração e da inclusão de eventos religiosos na programação, o palco fixo da praça segue sendo alvo de críticas da população e de artistas.

Nomes como Walkyria Santos, Toca do Vale e Taty Girl já comentaram sobre os problemas do palco, que dificultam a montagem de estruturas profissionais e limitam a experiência do público.

A sugestão mais debatida na cidade é a demolição do palco atual, mantendo o espaço livre para a instalação de palcos móveis e adaptáveis a cada edição. A praça, por sua vez, é elogiada visualmente, mas a estrutura de palco não atende mais às exigências dos grandes eventos.


5. Política deve ceder lugar ao interesse público

Por fim, as decisões de calendário não podem ser tomadas com base em interesses políticos ou disputas pessoais.

A mudança feita por Várzea gerou insatisfação até entre aliados locais, e evidenciou que as festas do Sabugi só têm força quando há cooperação entre os municípios.

O modelo anterior, com cada cidade em um fim de semana, movimentava a economia local por mais tempo, fortalecia o turismo e respeitava a tradição de cada evento.


O caminho para 2026: diálogo, calendário unificado e estrutura adequada

A grande lição deixada por 2025 é que a desorganização prejudica a todos.

  • Que Várzea retome seu papel como encerramento oficial do ciclo junino da região.

  • Que São José modernize sua estrutura física para comportar as atrações que vem recebendo.

  • Que os prefeitos do Vale do Sabugi voltem a se reunir e dialogar em nome do bem coletivo.

O povo agradece, o comércio respira e as tradições seguem vivas.

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