A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu em flagrante, na última quarta-feira (15), um homem suspeito de aplicar golpes contra beneficiários de programas sociais e atuar com agiotagem no município de Monte Alegre.
A prisão aconteceu dentro de uma agência da Caixa Econômica Federal, no momento em que o investigado tentava realizar saques utilizando cartões do Bolsa Família pertencentes a terceiros.
🚨 Flagrante e apreensão
De acordo com a polícia, o suspeito foi abordado enquanto fazia movimentações financeiras com vários cartões. Após a prisão, os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do investigado, localizada no povoado das Taxas.
No local, foram encontrados:
- 53 cartões magnéticos de benefícios sociais e bancários
- Mais de R$ 2 mil em dinheiro
- Um simulacro de arma de fogo
- Cheques e notas promissórias assinadas por vítimas
⚠️ Esquema de agiotagem
As investigações apontam que o suspeito vinha sendo monitorado há meses por envolvimento com um esquema de empréstimos ilegais.
Segundo a apuração, ele concedia dinheiro a pessoas em situação de vulnerabilidade e exigia como garantia os cartões de benefícios sociais. Com isso, as vítimas ficavam impedidas de acessar seus próprios recursos.
O delegado Artur Herbas informou que há indícios de cobrança de juros extremamente elevados, além de práticas de intimidação.
“Há relatos de juros de até 50% por empréstimo, além de ameaças e cobranças vexatórias. Isso motivou a investigação e resultou na Operação Retenção, nome que faz referência à quantidade de cartões mantidos pelo suspeito”, explicou.
⚖️ Prisão preventiva e orientações
O homem passou por audiência de custódia e teve a prisão convertida em preventiva, permanecendo à disposição da Justiça.
A Polícia Civil orienta que possíveis vítimas procurem a delegacia do município para recuperar seus cartões e formalizar denúncias.
Informações também podem ser repassadas de forma anônima por meio do Disque-Denúncia 181, com garantia de sigilo.
📌 Alerta
O caso acende um alerta sobre práticas de exploração financeira envolvendo beneficiários de programas sociais, especialmente em regiões onde há maior vulnerabilidade econômica. A orientação é que a população evite entregar cartões ou senhas a terceiros e denuncie qualquer situação suspeita às autoridades.


