Terminou no dia 10 de setembro o prazo para que motoristas de todo o país respondessem à pesquisa do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a qualidade, a fiscalização e o monitoramento dos combustíveis vendidos no Brasil. O levantamento fez parte de uma auditoria que o Tribunal conduz sobre a atuação da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em relação à qualidade da gasolina, do etanol e do diesel comercializados no país.
O que o questionário perguntava
O formulário, com 12 perguntas, tratava de temas como suspeita de adulteração de combustível, confiança dos motoristas nos postos de revenda e conhecimento sobre canais de denúncia, entre outras questões. As respostas coletadas serão usadas para apoiar a fiscalização do TCU e embasar recomendações de melhorias aos órgãos responsáveis. O processo sobre qualidade de combustíveis (TC 005.953/2026-0) está sob a relatoria do ministro Jhonatan de Jesus.
Adulteração de combustível motivou a auditoria
Segundo o TCU, o problema que motivou a auditoria é a exposição da sociedade a combustíveis automotivos adulterados — prática que causa prejuízo aos proprietários de veículos, favorece a concorrência desleal entre revendedores e pode gerar perdas e ineficiências em setores que dependem de transporte e logística.
O Tribunal aponta que o risco é ampliado pela suspeita de participação do crime organizado na cadeia de adulteração e distribuição de combustíveis irregulares, conforme revelado por operações policiais recentes, como a “Carbono Oculto”.
Objetivo é fiscalização mais eficiente
Com a auditoria, o TCU busca contribuir para uma fiscalização mais eficiente e abrangente da qualidade dos combustíveis em todo o país, visando garantir maior proteção aos consumidores. Mais informações sobre a auditoria podem ser consultadas no Portal do TCU.
Com informações da Secretaria de Comunicação do TCU.